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Perfíl

domingo, 19 de agosto de 2012

Caros Amigos,

Depois de muito ponderar do ponto de vista pessoal e profissional, decidi ser novamente e pela ultima vez candidato à liderança da estrutura concelhia da JSD Almeirim. Desde inicio o meu objectivo foi construir uma estrutura força em massa critica e com ideias novas e transparentes para a Juventude e para Almeirim. Fazendo um balanço dos últimos 2 anos penso que os objectivos foram atingidos e até excederam as minhas expectativas pessoais.
Não posso deixar de a
gradecer a toda a equipa que comigo esteve e que contribuiu para o sucesso deste mandato.

Daqui para frente o desafio é ainda maior, as eleições Autárquicas aproximam-se e é imperativo mostrar aos Almeirinenses que precisamos revitalizar Almeirim e transforma la num pólo de desenvolvimento onde os jovens tem um lugar central no futuro do Concelho.
A única coisa que prometo é a defesa dos interesses dos Jovens de Almeirim acima de todos os interesses pessoais que possam existir.

Conto com todos vocês!

Vamos em frente!

Firmino Miguel Serôdio

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Almeirim, que futuro?

Por esta altura em que Almeirim comemora os 600 anos da sua fundação e 21 anos de elevação a cidade. Fui nascido e criado na cidade de Almeirim e desde sempre me deixei apaixonar por este belo recanto da lezíria que está perto de tudo mas longe da confusão das grandes cidades, e penso que seja esta a altura ideal dada a actual conjuntura para fazermos um pequeno balanço do passado, analisar o presente e projetar aquilo que queremos que seja o futuro para Almeirim. Como jovem com uma participação cívica activa na cidade sinto a preocupação de cada vez mais ver os meus amigos e colegas de sempre a terem de levar o futuro da sua vida para longe da nossa terra, é certo que em muitos casos as suas qualificações não tem qualquer oportunidade por aqui, mas noutros casos provavelmente não criadas condições para que essas oportunidades surjam por aqui, assim sendo caminhamos a passos largos para ver uma cidade cada vez mais envelhecida incapaz de se auto renovar. Este cenário não está assim tão distante como os amigos leitores possam pensar. Está na altura de repensarmos qual deverá ser o posicionamento estratégico de Almeirim e a forma como podemos apoiar e atrair investimento, quer seja pela via do empreendedorismo quer seja através de mediação com outras empresas que devido á posição geoestratégica da nossa terra podem ter ganhos de competitividade Precisamos que os nossos decisores autárquicos abracem esta missão e sejam verdadeiros embaixadores da nossa terra por esse mundo, porque a qualidade de vida dos Almeirinenses não se mede só pelas estruturas que a cidade possui, mas também pela segurança que podem encontrar no seu local de trabalho.  


 Firmino Miguel Serôdio

sábado, 16 de junho de 2012

Cuidado, pode ser uma armadilha!


Cuidado, pode ser uma armadilha!


(Re) Apareceu em Portugal há pouco tempo o termo empreendedorismo, e desde essa altura tem sido usado como a solução para tudo.

As conferências e os workshops invadem os nossos facebooks com convites para eventos e a comunicação social faz também uma aclamada publicidade à palavra.
A verdade é que hoje em Portugal ser Empreendedor é um estatuto de privilégio.

Na realidade é uma solução tendo em conta a actual conjuntura e tendo em conta os diversos casos de sucesso que ouvimos falar, mas esconde também um lado mais sombrio. Sempre que observamos os programas destes ditos workshops, a criatividade e a rebeldia são centrais, fazendo crer que uma ideia inovadora é a receita única para criar um negócio sustentável e com sucesso.
Mas por favor desenganem-se. A taxa de sucesso destas start-ups é em média de 20%, muitas delas nem passam do primeiro ano, não por não ter uma ideia, mas por não existir uma base sustentável para desenvolver o negócio.

Mas se as incubadoras estão cheias de ideias, porque é que só um pequeno grupo consegue ter sucesso?

O problema está que muitas vezes a análise cuidadosa do mercado e da sustentabilidade do negócio é esquecida pela obsessão da ideia inovadora.
Mas a verdade é que hoje em dia no Ensino Superior em Portugal existem poucos cursos que ajudem a criar um plano de negócios. Mais raro ainda são aqueles que falam das dinâmicas de equipas fundadoras, que são uma das causas frequentes do insucesso. Na verdade há uma desinformação acerca dos aspectos técnicos e uma sobrevalorização das ideias. Poucos dos novos empreendedores sabem que por exemplo o sucesso dos computadores DELL teve a ver com a introdução de um novo modelo de distribuição.

O caminho do empreendedorismo é moroso e envolve muito risco. Não o risco rebelde de querer ser diferente, mas o risco de perder muitas noites com tabelas de Excel chatas, mas decisivas, mantendo assim um sentido de responsabilidade e perseverança. O caminho é realmente difícil, mas como e tudo só os mais bem preparados para antecipar os problemas podem vir a ter o prazer de conseguir o sucesso.


Firmino Miguel Serôdio

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Está a Agricultura na Moda?


Nos últimos tempos temos vindo a assistir a vários “opinion-makers” afirmarem que Portugal tem de apostar de novo na Agricultura. A verdade é que quando a crise nos leva ao fundo, temos de voltar a abraçar as coisas mais simples da vida, e regressar ao quintal e às terras muito esquecidas pelas gerações mais novas. Pode parecer provinciano, mas esta é a realidade a que estamos sujeitos quando os responsáveis políticos são incapazes de criar um modelo de desenvolvimento e de criação de riqueza no sector agrícola em Portugal.
Mas se há muitos que hoje em dia que pensam que a agricultura ainda vive na Idade Média, estão puramente enganados. A agricultura em Portugal apresenta nichos de mercado altamente competitivos, apresentado em grande parte inovações tecnológicas e uma gestão do mais alto nível, que se resumem num grande potencial exportador.
Portugal é conhecido hoje pela Europa por ser um país capaz de produzir com qualidade e valor acrescentado, mas como em tudo faltam-nos uma aposta forte uniformizada a nível nacional no Marketing e na promoção de diversos canais de distribuição, e é ai que o Ministério da Agricultura e Pescas tem de investir a sério. É necessário é definir objectivos e metas, plurianuais e anuais, para a dimensão de cada actividade agro-florestal e para a sua criação de riqueza, traduzindo-as em estratégias e planos de acção.
Mas a verdade é que mesmo sem um Estado capaz de ser de alavanca para os agricultores que querem criar emprego e e investir em Portugal, os empresários agrícolas portugueses estão a fazer um trabalho notável em vários subsectores agrícolas, como amoras, kiwis, a castanha, a pêra-rocha, a uva de mesa, entre outros. Deixando uma mensagem bastante clara de que precisamos tanto da experiência dos empresários estrangeiros como eles precisam da nossa.
O que nós precisamos é de um Ministério da Agricultura que cumpra os prazos dos processos burocráticos de licenciamento, e sobretudo os prazos de pagamentos atempados para financiar os projectos agrícolas.
Não precisamos de campanhas e acções que apenas servem para a promoção politica de Ministros e Secretários de Estado, mas de quem nos possa apoiar divulgando as estratégias ajustadas, com base no como se faz, para fazer crescer e desenvolver efectivamente, quer a economia, quer a agricultura de Portugal.

Firmino Miguel Serôdio