
Mas se há muitos que hoje em dia
que pensam que a agricultura ainda vive na Idade Média, estão puramente
enganados. A agricultura em Portugal apresenta nichos de mercado altamente competitivos,
apresentado em grande parte inovações tecnológicas e uma gestão do mais alto
nível, que se resumem num grande potencial exportador.
Portugal é conhecido hoje pela
Europa por ser um país capaz de produzir com qualidade e valor acrescentado,
mas como em tudo faltam-nos uma aposta forte uniformizada a nível nacional no
Marketing e na promoção de diversos canais de distribuição, e é ai que o Ministério da Agricultura e Pescas tem
de investir a sério. É necessário é definir objectivos e metas, plurianuais e
anuais, para a dimensão de cada actividade agro-florestal e para a sua criação
de riqueza, traduzindo-as em estratégias e planos de acção.
Mas a verdade é que mesmo sem um
Estado capaz de ser de alavanca para os agricultores que querem criar emprego e
e investir em Portugal, os empresários agrícolas portugueses estão a fazer um
trabalho notável em vários subsectores agrícolas, como amoras, kiwis, a
castanha, a pêra-rocha, a uva de mesa, entre outros. Deixando uma mensagem
bastante clara de que precisamos tanto da experiência dos empresários
estrangeiros como eles precisam da nossa.
O que nós precisamos é de um Ministério da Agricultura que cumpra os prazos dos processos burocráticos de licenciamento, e sobretudo os prazos de pagamentos atempados para financiar os projectos agrícolas.
O que nós precisamos é de um Ministério da Agricultura que cumpra os prazos dos processos burocráticos de licenciamento, e sobretudo os prazos de pagamentos atempados para financiar os projectos agrícolas.
Não precisamos de campanhas e
acções que apenas servem para a promoção politica de Ministros e Secretários de
Estado, mas de quem nos possa apoiar divulgando as estratégias ajustadas, com
base no como se faz, para fazer crescer e desenvolver efectivamente, quer a
economia, quer a agricultura de Portugal.
Firmino Miguel Serôdio